26 de junho de 2010

Não é o fim... é o recomeço

Eu quase exclui meu blog. Não é porque eu cansei dele. Até porque se eu o excluísse eu faria outro. Mas é que ele fica desconfigurado quando não abro ele no firefox. E o firefox de lá de casa está com problema. O fato é que eu vou ter que arrumar algum jeito para não ter que excluí-lo. Não quero perder meus posts. Porque só o meu dá errado? Grilei. Se eu fizesse Acho que eu vou deixar esse assim e fazer outro. Esse vai ficar guardado. E o outro... Será o novo. (: Já tive até uma ideia. Começarei com o outro com os meus 16 anos.

Obs.: Recomendo o Firefox para ler o blog sem problemas.

18 de junho de 2010

E há tempos tive um sonho...


"E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos"
Legião Urbana

Quando eu poderei acreditar em um sorriso? Como eu posso saber se é um sorriso sincero? Nem todo sorrriso é sinônimo de felicidade. Mas toda felicidade traz sorrisos. Até quando os jovens continuarão doentes? Até quando eles vão ficar sem fazer nada?

"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética."
Che Guevara

16 de junho de 2010

Poemas de criança

Minha inspiração agora é só para criar histórias
Meus versos já não saem mais como eu quero
Para meu coração vazio, uma rima é uma vitória



Meus poemas de criança
não sabiam do complexo
dos poemas dos poetas.
Eles me maltratavam.
Mas eu nunca perdi a esperança
de escrever ao menos um reflexo
dos poemas dos poetas
que, aos meus olhos, brilhavam.

13 de junho de 2010

Fascínio #4

Depois de passar pelo parque, ficamos a maior parte do tempo sentados, e nos curtindo, para não cansar muito. Passamos na casa dele, na minha, aeroporto, avião, Madrid. Que cidade linda! Como chegamos tarde, passamos o resto do dia no hotel, para descansar. Que noite! Ele sabia muito bem como deixar uma mulher... como eu posso dizer... mulher. No outro dia fomos ao Museo Nacional del Prado. Se não fosse ele eu não me lembraria nem de sair para almoçar. É um museu imenso, perde somente para o Louvre em quantidade de obras de arte. Não deu para ver tudo, infelizmente. Se eu pudesse passava o resto da vida lá. Imagina eu no Louvre... Mas isso eu conto mais para frente. As pinturas de românticas de Goya são impressionantes. A que mais me tocou foi Cristo Crucificado.

Quando eu a vi, me veio um nó na garganta, um aperto no peito, uma vontade de chorar tão grande, que tive medo de perder meu amado. Abracei ele tão forte que ele se assustou. Mas depois tranquilizei-o, dizendo que não era nada. Tive a intuição de que era melhor voltar para casa, mas ele estava tão feliz. Visitamos rapidamente os outros autores. As obras de Rubens são belíssimas. As obras religiosas de El Greco me fizeram querer sair do museu, aquele aperto no peito voltara. Fomos para o Museu de Arte Contemporânea (Centro del Arte Reina Sofia). Sinceramente, eu prefiro as obras antigas, mas como professora de artes, é bom que eu conheça todos.

11 de junho de 2010

Além da vida

Eles dançavam, dançavam um olhando para o outro. Tinham discutido o dia todo e só agora conseguiram um pouco de paz. Ela estava radiante ao lado do homem que escolheu pra ser o seu homem. Ele ficava feliz sempre que à via sorrir e olhar para ele. A discussão era tola, mas eles sabiam como não deixam isso abalar o sentimento que tinham um com o outro. Faziam 5 anos de namoro e 1 ano de casados. Não sabiam ainda como tinham se suportado todos esses anos. Eram bem diferentes um do outro com apenas uma paixão em comum, a paixão pela vida. Parece ser algo bem vago, mas para os dois não. Tinham dividido histórias e momentos que possivelmente nenhum outro casal jamais pensariam em compartilhar. Ela era uma cientista com muito prestigio e ele era um mágico, fazia truques nas ruas de Londres ganhando dinheiro com isso. Foi em um desses truques que eles se conheceram. Ela sabia que tudo era pura ilusão e que nada era real, mas o coração dela bater mais forte ao toque dele, isso sim foi bem real pra ela. Saíram desde o primeiro dia e depois não conseguiam mais se desgrudar. Seriam suas almas gêmeas? Ao certo nunca saberiam, mas amor a primeira vista foi o que aconteceu. Dançando a luz da lua no meio de alguma praça em Paris ela relembrava toda a história dos dois, enquanto ele apenas desejava que o momento perdurasse. Ele deseja ela como nunca tinha desejado nenhuma outra mulher. Ela nunca havia amado outro homem como o amava. Ambos desejavam um futuro um ao lado do outro. Se completavam. Parecia surreal, tudo fora do tempo, que para eles, havia parado. Queriam a eternidade, mas não poderiam permanecer juntos.

Ele despertou do seu sonho, e colocou a mão esperando tocar a pele dela, mas não. Sentiu o frio dos lençóis. Ela tinha mesmo ido... Para algum lugar em que ele um dia iria. Ele queria voltar a sonhar e sentir o cheiro do perfume dela novamente. A dor da solidão nele era imensa. nunca houvera buraco maior que aquele no peito do pobre homem. Ele sentia falta de tudo. Sentia falta dela. Sentia falta do cheiro de canela de uma pele aveludada. Sentia falta da luz do sorriso da mulher perfeita, da voz doce de rouxinol dizendo que o amava, dos passeios pelo parque, das brigas bobas e das reconciliações quentes. Apenas o que ele queria era aquela mulher de volta. Foi em todos os lugares que havia ido com ela novamente. A cada lugar que ia, as lembranças dos momentos bons com ela cavavam mais o buraco fundo. Ele queria ir atrás dela, mas não podia...

Porque ele simplesmente se achava incapaz de correr atrás dela e de tudo o que ela agora representava. Tudo estava diferente e ele sabia que agora tudo o que tinha que fazer era esquecer a saudade, levantar da cama e se permitir lembrar dela apenas mais tarde. Ele não tinha noção do quanto tempo ele perdia quando resolvia pensar nela. Ela era tudo o que ele sempre desejara e se fora tão de repente que depois de tudo ele decidiu realmente por esquecer. Tinha voltado a trabalhar com a mágica que havia largado. Agora fazia shows cada vez mais perigosos, os seus desafios era o que lhe mantinha vivo. O principal desafio dele seria hoje, tentar sobreviver a uma batida e a uma explosão. Já tinha testado todos os equipamentos muitas vezes, mas o risco era gigante. Ele iria tomar um banho de gasolina antes da batida e então o carro explodiria. Ele podia sentir a adrenalina do no corpo só de imaginar que faltava pouco tempo para que aquilo acontecesse. Se permitiu ficar o dia todo acolhido em sua preparação sem pensar em nada. Ele teria muito trabalho depois. Depois... um depois que ele não teve. Quando estava saindo de casa, andando devagar pelas ruas afim de pegar um transporte para ir ao destino do show ele teve uma surpresa. Instantes depois de entrar no trem e se sentar, uma mulher se aproximou. Muito diferente de todas as que ele já havia conhecido, uma mulher que se dispôs a animá-lo. "Não se preocupe, ela está bem. Você à vera em breve." Se assustou ao ouvir a mulher dizer lhe algo assim, ele não a conhecia mas pelo olhar que ela tinha parecia o conhecer muito bem, então uma lágrima o escapou dos olhos. "É só o que eu quero, à ter nova..."

Ele não finalizou a frase, apenas deitou a cabeça no encosto do trem e foi lentamente fechando os olhos enquanto a mulher desaparecia. Ele tinha ido ao encontro de sua amada. Sentiria o perfume da sua pele novamente. Viveria a eternidade ao lado dela.


De Amanda R. Lima, com minha ilustre ( -.-' ) participação.

7 de junho de 2010

Vai lá Brasil!!

Em todo lugar ouve-se falar da copa do mundo de 2010. Não mostram mais as misérias da África. As jogadas publicitárias de grandes marcas patrocinadoras mostram uma "harmoniosa" união mundial. Onde os povos se respeitam e vibram juntos por suas nações. Realmente o mundo publicitário é lindo. E, já que estamos no clima, vamos torcer para o Brasil!


5 de junho de 2010

Só pra conversar (:


Bom dia! Primeiramente, hoje é aniversário do Lucas Milken. Feliz Aniversário pra você, e obrigado por ter me ajudado com o blog. ;D

Hoje eu vou apenas conversar com você, leitor, que está lendo este post agora. É pra dar um tempo nos posts Fascínio. E também vou falar que só vou continuar essa série se você insistir, ou pelo menos quiser saber o final que eu planejei. =B Quero informar também que vou selecionar algumas perguntas do formspring para postar aqui com as devidas respostas. O site é esse pra quem quiser perguntar --> http://www.formspring.me/marinanperes

Se não for pedir muito, responda esse post em forma de cometário que concerteza eu vou te ouvir. ;D
Beijos,
Obrigada. (:

2 de junho de 2010

Fascínio #3

Eu sou professora de artes em uma escola grande de São Paulo. Dar aulas para adolescentes não é fácil, mas eu gosto. Ele é ator. Trabalha com teatro, não gosta da TV (mas depois eu falo sobre isso), por isso não é tão conhecido. Nós nos conhecemos ali na escola de dança. Ele já fazia aulas quando comecei.

Sempre que dançávamos assim, todos paravam para nos ver. Mas parecia que, naquele dia, os outros alunos esperavam algo a mais. E tinha mesmo algo a mais.

Pra finalizar a “apresentação”, ele me deu aquele beijo que só ele sabe dar. Claro que eu morri de vergonha. Não gostava de beijá-lo daquele jeito em público e ele sabia disso. Depois, enquanto ele me olhava, todos esperavam que alguém falasse alguma coisa. Então eu disse para o professor que poderia começar a aula. Meu lindo, vendo que eu voltava para meu lugar, riu de mim, o que me deixou mais constrangida, disse:

    • Não vamos assistir a aula hoje.

    • Porque não?

    • Vamos sair de viajem daqui oito horas e meia. Você precisa arrumar suas coisas. A não ser que você não queira mais visitar a Europa.

Todos, sem terem saído de seus lugares, riam comovidos. No meu íntimo eu pulava de alegria. Sempre quis conhecer a Europa. Especialmente Paris. Perguntei se a Cidade Luz estava no roteiro. E estava! Apesar de estar um pouco confusa pela viajem surpresa, saímos correndo da escola. Ao contrário do que pensei, ele me levou para passear no Ibirapuera. Eu perguntei se não tinha que arrumar minhas malas, informar a escola que dou aulas, mas ele já havia cuidado de tudo. “Então porque você me tirou da aula?”, perguntei. Ele disse que queria ficar comigo desde já. Ainda acredito que era o homem perfeito.

28 de maio de 2010

Fascínio #2

Sei que dizem que a adrenalina causa taquicardia em situações de perigo. Mas esta foi uma situação perigosa. Perigosíssima! Na natureza, quando um macho e uma fêmea estão para se acasalar, sempre há o risco de brigas e mortes antes dou depois do acasalamento. Me desculpem esse termo, mas, apesar de parecer estranho, é natural. Quando nos apaixonamos, nosso instinto fala que devemos nos reproduzir. Com alguns ele grita, com outros sussurra. Neste momento ele estava berrando.

A primeira coisa que vi nele foi a camisa vermelha que eu havia lhe dado de presente. O que é óbvio, já que a cor vermelha chega primeiro aos nossos olhos que as outras cores. Quando o vi realmente, percebi que ele parecia longe... Só depois notei que era efeito do espelho. Me virei na direção dele e ele sorriu. Não foi um sorriso com dentes. Mas fora o sorriso mais lindo que já vi. Não sei exatamente se era um sorriso de alegria, inocência, de constrangimento ou... um sorriso apaixonado. Isso! Aquele fora um sorriso apaixonado!

Tudo isso, desde que ele entrou pela porta e deu aquele sorriso, se passaram apenas milésimos de segundos.

Não dissemos nada um ao outro. Alguém ligou o som e reduziu a intensidade da luz. Dançamos ao ritmo da música. Tango! Nessa dança, nós dois damos forma a todos os nossos desejos, isso pelo fato de que o tango é uma dança sensual, e ele consegue fazer isso como nenhum outro ritmo faz. Quando dançamos, parece que o resto do mundo desaparece. Nós nos entregamos tanto a esta dança que somos considerados os melhores da região. Algumas pessoas dizem que poderíamos concorrer a prêmios de melhores dançarinos internacionalmente, mas nós preferimos não ter que carregar todo esse abacaxi. Afinal temos os nossos trabalhos.