28 de novembro de 2009

Um sorriso

Os órgãos de seu corpo se afastaram para que seu coração batesse mais forte; mais rápido; mais apaixonado. Não sentiu o seu corpo naquele momento. Só viu a imagem dele. Não a interessava o que estava em seu redor. Foi como se ela ouvisse o vento cantar as mais belas canções de amor em seu ouvido. Queria parar e cumprimentá-lo. Mas suas pernas não a obedeceram, ou ela não conseguiu mandá-las parar. Só o que conseguiu foi dar um sorriso. E ele retribuiu. O sorriso dele sempre brilhou para seus olhos, mas não era um brilho que a cegava, era um brilho que a fazia querer enxengar cada vez melhor. Depois que passou por ele, seu coração ainda se demorou a voltar ao normal, junto com todo seu corpo. Ainda só enxergava o seu sorriso. Até hoje ela o exerga nitidamente, o que é um consolo, porque sente uma destetável sensação de que nunca mais irá vê-lo novamente.

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