25 de dezembro de 2009

Hoje eu andei.


Hoje enquanto assistia uma novela, fiquei pensando em como coisas pequenas são hoje um tanto banais para nós, porém, são essenciais para nossa vida. Quase ninguém percebe o simples fato de que podemos andar, respirar, pegar, digitar, ver, ouvir, e tantas outras coisas como um sorriso, um aperto de mão, um abraço. Infelizmente, as pessoas só se tocam que são ricas por possuir tudo isso depois que perdem. Muitas pessoas só percebem o quão é importante andar depois que se tornam paralíticas. Já perdi as contas das vezes que ouvi alguém falar que preferia estar em uma cadeira de rodas para não ter que andar alguns metros. Outra coisa que me deixa triste é saber que alguns dão a devida importância ao abraço somente se estiverem abraçando a pessoa amada. Claro que isto é ótimo. Mas e aquele que não é amado por ninguém? Ele também não merece um abraço? Sentir-se amado? Essa pessoa sente falta de um abraço como ninguém. E por isso ela vai se tornando cada vez mais “carrancuda”. Foi nisso em que eu acabei pensando depois que acabou a novela e enquanto eu fui andar até a esquina para ter certeza do quão é bom andar e saber que eu aproveitei isso bem. Andei prestando atenção em cada detalhe do meu pedacinho de rua, das luzes de natal, das árvores pelas quais eu passava, do clima fresco. Depois, quando cheguei em casa, dei um abraço em minha mãe.

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