4 de janeiro de 2010

Sonhos


São 3:15 da manhã. Lápis e papel na mão. Não dá pra ligar o PC agora, mas também não posso desperdiçar meu ímpeto misto de criatividade, inspiração e vontade de escrever. É engraçado como minha letra parece ter melhorado. Disforme e ainda assim elegante. O silêncio de uma madrugada chega a ser apavorante. Quebrado somente pelo tic-tac irritante do relógio analógico rosa com um detalhe escrito “love” que ganhei de natal. Até hoje foram somente duas as vezes que tirei a pilha dele para dormir em paz. Estou impressionada comigo mesma por isso! Em geral, não tenho tanta paciência assim. Eu deveria estar sonhando agora. Aliás, eu deveria estar dormindo. Porque sonhar é só o que tenho feito ultimamente. Sonho o tempo todo. É uma droga. Na hora é bom. Mas depois eu só consigo sentir a dor da realidade já que a ilusão se foi com o sonho. Covardes! Eles fazem a festa, me enganam, e depois vão embora. Já desisti de sonhar. Não deu certo, claro. Desisti da realidade. Também não deu certo. Pensei tentar em sonhar sem ter a ilusão por perto. Mas isso significaria que o sonho teria que ficar junto com a ralidade. Impossível. O único jeito aparentemente plausível seria tentar amenizar a dor. Talvez o analgésico indiferença pela realidade servisse. Talvez o fé no sonho. O silêncio me mata. O tic-tac, antes irritante, agora me conforta. É bom saber que posso dedicar minha noite a despejar mágoas no papel. Mas 40 minutos já bastam. Tenho que descansar para poder novamente me cansar do nada.

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