23 de abril de 2010

Inerte

Porque parece tão difícil diferenciar sonho de ilusão? Tenho medo do poder que meus sonhos tem sobre minha realidade. Sim. Ele é meu refúgio quando as coisas não estão bem. E quando estão também. Percebo o quão complicado é viver. Mas eu gosto. Não quero coisa além disso!
Meu relógio já não tem mais pilha. Não faz TIC-TAC. Não marca as horas. Já não ouço mais o silêncio das madrugadas. Meus pensamentos fogem de mim. Meu corpo descansa.
A cada postagem nesse blog, mais eu sinto que estou me conhecendo. Aprendo coisas sobre mim que antes não sabia.

22 de abril de 2010

Arroxeando

Quando eu fiquei sabendo deu uma súbita vontade de rir. Tive que segurar para ninguém achar que eu sou louca. Ou pelo menos perceber minha loucura, mas era apenas nervosismo. Ao chegar no andar térreo a minha vontade era de chorar. Segurei para não desesperar minha mãe e ela não perceber parte do meu medo. O local onde foi retirado meu sangue deficiente está arroxeado e dolorido. Eu sinto que, no fundo, eu já sabia.

18 de abril de 2010

17 de abril de 2010

Por favor, me levem daqui!


Andorinhas! Me levem daqui! Está frio.
Andorinhas! Para onde vocês vão?
Eu quero ir também.
Andorinhas! Vamos subir o rio!
Andorinhas! Me tirem do chão!
Voltaremos ano que vem.

12 de abril de 2010

Estou cansada


Tão cansada mentalmente...
Quando eu olho o blog não consigo pensar em nada para escrever. Acho que meus pensamentos precisam de férias. Ou estímulos.

5 de abril de 2010

Escritora para leitor


Porque quanto mais eu tento pensar em algo para colocar no papel, mais os pensamentos me fogem? É por isso que eu começo assim. Com essa indecisão. E é dela que eu desenvolvo os pensamentos que vão simplesmente saindo. Passados da ponta do grafite para o papel. Da ponta dos dedos para as teclas. De mim, escritora, para você, leitor...

4 de abril de 2010

Como duas crianças...


Nos teus braços eu desejo,
entre abraços e beijos,
brincar e amar.
Como duas crianças
que não se preocupam com o jeito ,
que não tem compostura a ser perdida,
que apenas vivem a vida,
que se enfrentam peito a peito
e voltam a brincar e amar.

1 de abril de 2010

Tranquei as portas



Tranquei as portas de minha casa. Tapei as fechaduras. Fechei as janelas. Está escuro. Ninguém vai me encontrar. Nem ela, minha princesa, que se casou com um artesão. Até meus pensamentos me deixaram. Estou sob proteção divina.

Adeus minha menina. Viajarei na garupa de minha amiga Déce. Porque somente ela poderá nos unir novamente.